



Aline Fernanda Furtado Silva é docente efetiva do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), Campus Patrocínio, desde 2013. Mulher negra (parda) e liderança ativa no STEAM, é Doutora em Ciência da Computação pela UFMG, com especialização em Robótica Social, Mestre em Educação e Engenheira Eletricista pela UFU. Sua trajetória é um exemplo de resiliência, marcada pela intersecção entre a excelência acadêmica e a maternidade atípica — conciliou a defesa de seu mestrado em 2016 com o nascimento de seu filho, posteriormente diagnosticado com autismo e TDAH. É certificada internacionalmente como STEM Educator pela AFS (EUA, 2025) e bolsista do Programa Marielle Franco (Fundo Baobá). Atualmente, coordena o projeto "Robô Cerrado com Elas", que promove a autonomia e o enfrentamento à violência para 80 meninas em vulnerabilidade na Casa da Menina, e atua como Agente IPÊ na gestão de fomento à pesquisa. Além de ser a coordenadora oficial do TJR em Minas Gerais.
Resumo da Palestra
Título: A Participação Feminina na Prática da Robótica Educacional
A palestra abordará a robótica educacional como uma ferramenta estratégica para o enfrentamento de desigualdades históricas de gênero e raça no Brasil. Mais do que uma apresentação técnica, a fala propõe uma reflexão profunda sobre a identidade da mulher, principalmente da mulher negra na Ciência e Tecnologia. Partindo de sua vivência pessoal, a palestrante discutirá os desafios de ocupar espaços de prestígio acadêmico enquanto se constrói uma liderança fundamentada na resiliência e na gestão de demandas complexas de cuidado, exemplificadas pela maternidade atípica. Serão detalhados os impactos sociais de projetos liderados pela palestrante no IFTM, com destaque para o legado do projeto "ELAS na Robótica" (Chamada MCTIC/CNPq 31/2018), que registrou um aumento de 20% no ingresso de mulheres em cursos de tecnologia e taxa zero de evasão. A palestra também explora a iniciativa atual na Casa da Menina, onde o uso da robótica e do movimento Maker atua como vetor de autonomia feminina e prevenção à violência de gênero para meninas em situação de vulnerabilidade social, além de apresentar os dados estatísticos da participação feminina no TJR em edições anteriores. Concluiremos com diretrizes para que as instituições fortaleçam seus ecossistemas de inovação de forma inclusiva e interseccional, inspirando uma nova geração de pesquisadoras mulheres e pessoas negras a ocuparem espaços de poder na soberania tecnológica nacional.
Links e Produções Relevantes
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